Sobre o Coliseu de Roma

A história do Coliseu, o monumento mais imponente da Roma Antiga

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O nome: você sabe por que o Anfiteatro Flavio é conhecido como Coliseu?

Alguns historiadores acreditam que o apelido tenha sido dado durante a Idade Média devido ao tamanho “colossal” do monumento. Outros defendem que o edifício pegou o nome do vizinho Colosso Bronzeo di Nerone, que desapareceu durante as invasões bárbaras.

Localização: o que tinha no lugar do Coliseu antes dele ser construído?

Imagine uma espécie de pântano que se formava com a água das chuvas que descia das colinas nos arredores. O terreno foi recuperado e ali foram construídos o Coliseu e o Fórum Romano.

A construção

A construção do Coliseu começou no tempo de Vespasiano, por volta de 75 d.C. e o monumento foi inaugurado por Tito nos anos 80 d.C.. Domiziano adicionou a última fila de arquibancada e construiu grandes depósitos embaixo da arena.

A arena mede 76 metros x 46 metros e a cavidade possui 36 metros de profundidade. Todo o edifício possui uma altura total de 57 metros.

As primeiras filas da arquibancada eram separadas da Arena por um muro alto que servia para proteger o público do ataque dos animais.

Capacidade máxima do Coliseu

Segundo estudiosos, o Coliseu teria uma capacidade máxima de 45.000 espectadores e possuía um sistema de organização perfeito, com diversas escadarias e corredores amplos para permitir o acesso rápido do público..

Terremotos em Roma

Dois terremotos fortes provocaram a ruína do Coliseu: o primeiro em 442 que obrigou os imperadores Teodosio II e Valentiniano III a realizar grandes reformas; o segundo foi em 508. Mas o desastre maior aconteceu durante o famoso terremoto de Leone IV (851) quando caíram duas inteiras filas de arcos na parte que olha para o Celio; o material derrubado teria sido usado para novas construções romanas até que no século XIV foram encontrados documentos oficiais que certificam que o roubo das ruínas que teria acontecido até o século XVII. Alguns edifícios de Roma que teriam sido construídos com material do Coliseu são o Palazzo di Venezia, o Palazzo Barberini, o Palazzo Farnese, a ponte Flaminio, o porto de Ripetta e parte dos Palácios Capitolini.

Na mesma época, algumas congregações religiosas como a Compagnia del Salvatore, Compagnia della Passione e Compagnia della Jerusalem se estabeleciam entre os escuros arcos para celebrar nas arenas suas cerimônias em homenagem aos mártires cristãos dentre os quais um dos mais conhecidos foi o S. Ignazio Antiocheno.

Restauração do Coliseu

No século XIX o monumento sofreu diversas restaurações pelos papas:  Pio VII, Leone XII, Gregorio XIV, e enfim por Pio IX, que, com poderosos muros de reforço sustentavam os muros mais frágeis e deram completa estabilidade aos arcos do monumento.

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